quinta-feira, 13 de junho de 2013

Momentos marcantes de minha infância!


Olá, amigos leitores!

       Recentemente, ao tomar conhecimento de como muitos professores iniciaram no mundo da leitura,  percebi que minha trajetória foi um pouco diferente da dos demais colegas. Quando criança eu não recebi incentivo de meus pais para entrar no mundo da leitura; pelo menos não do modo trivial (os pais lendo para os filhos ou mesmo comprando livros para eles lerem), eles incentivavam sim, ao estudo de modo geral.

       Moradores do Nordeste, meus pais  estudaram quando eu já era adolescente e, talvez por falta de conhecimento ou mesmo do estudo, só pensavam em trabalhar e não deixar faltar o pão de cada dia na mesa dos filhos e também o material escolar, uma vez que eles faziam questão que os filhos estudassem (lembro-me que naquela época os livros escolares eram comprados a prestação).

       Quanto ao hábito da leitura, lembro-me que certo dia minha mãe chegou do mercado com algumas compras e no meio de tanta coisa tinha uma caixa de sabão em pó que vinha com um brinde...um livro; como sabia que meus pais não iam ler e que meus irmãos só pensavam em brincar, peguei aquele livro e comecei a lê-lo, era um romance que eu gostei tanto que  li em dois dias. Depois daquele livro comecei a dedicar-me a leitura e, como a Bíblia era o único livro que tínhamos em casa, era Ela que eu lia, até o momento em que meus professores começaram a adotar livros paradidáticos e eu deliciar-me com as histórias. Hoje como mãe leio para meus filhos, compro livros e  incentivo-os; e como professora, além de incentivar meus alunos ao hábito da leitura, falo da importância que a mesma produz em nossa vida e até brinco com eles dizendo para  lerem de tudo, até caixa de sabão em pó. (rsrsrsr)

Texto de Celita Veiga

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Doces Lembranças


      Ah! Como é gostoso me lembrar de quando estava no antigo primário. Em casa não possuíamos muitos livros, meus pais estudaram somente até a 4ª série do primário (minha mãe nordestina e meu pai  é  português). Porém, meu pai sempre gostou  muito de jornais e minha mãe estava constantemente adquirindo livrinhos culinários, e as histórias que eles nos contavam eram experiências  de sua infância, as quais escutávamos com muita ansiedade e atenção.

      Já na escola, tínhamos uma linda biblioteca que visitávamos semanalmente, era uma escola estadual (E.E. Erasmo Braga) que me recordo com muito carinho.

      Na sala de aula éramos contemplados com muitos contos e livros diversos que a professora levava para a classe. E ao final de cada bimestre ela fazia uma premiação, dando um pequeno livrinho com dedicatória para os alunos que ela considerava que fossem mais produtivos, e sempre sorteava mais dois exemplares entre o restante da sala. Ganhei vários e esse processo muito me incentivou, e assim fui tomando gosto pela leitura.

      Hoje, infelizmente ainda não emprestamos livros da nossa biblioteca da escola, mas eu comprei fichas e cataloguei alguns livros que pertenceram aos meus filhos e que  correspondam a faixa etária da série que vou emprestar. Fazemos também uma biblioteca ambulante de gibis que eu levo para a sala de aula, e que foram doações dos próprios alunos, eles adoram e sempre esperam por novas  aventuras.

      Assim, espero que  com perseverança e paciência, eu também consiga despertar nos meus alunos o prazer e a curiosidade do ato de ler, transportando-os a esse mundo maravilhoso que só os leitores conhecem e podem desfrutar.

Depoimento da Professora Catia Aparecida Pereira Ramos

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Leitura e escrita

Bom dia pessoal!


A minha primeira experiência na escrita foi  PÉSSIMA. Creio até, que essa experiência tenha  repercutido e muito na minha vida adulta.Quando entrei para o primeiro ano da escola, (1º série), na época, não era comum colocar as crianças no prézinho, eu não sabia manusear o caderno, então eu escrevia entre as linhas e achava que estava tudo bem. A professora passava nas carteiras e me batia na cabeça, mas não falava o motivo. Eu admirava muito uma menina que sentava ao meu lado. Ela era bonita, tinha os cabelos longos presos por belos laços, enquanto eu usava aquele corte "joãozinho", lembra? que era para não pegar piolho. Eu odiava, mas  minha mãe tinha mais 7 filhos para cuidar...Então passei a observar a menina em tudo. Vi que ela escrevia diferente de mim. Ela escrevia em cima da linha. Como eu admirava tudo nela, passei a escrever igual. A professora passou nas carteiras novamente, e quando viu meu caderno, me bateu novamente dizendo: " Até que enfim você aprendeu heim!!!". Porque ela não me disse que eu apanhava por causa disso? Me sentia humilhada, burra, feia... minha mãe analfabeta e meus irmãos , todos mais velhos, trabalhavam para ajudar em casa, não tinham tempo para mim. Travei. Passei para a série seguinte nem sei como. No ano seguinte, uma professora chamada "Neiva", percebendo minha dificuldade de aprendizado, me colocava em sua mesa em todas as aulas. Tive um ensino individualizado. Um dia a escola entrou em reforma, (assim como as nossas agora...), e teríamos aula um dia sim e outro não, porém, a dona Neiva pediu que eu fosse a escola todos os dias, pois ela não iria "suportar a saudades de mim." Meu Deus!!!! Ela gostava de mim. Quase morri de alegria. Todos os dias estava eu lá, tendo aula na cozinha da escola, no colo da dona Neiva. Passei para a próxima série com louvor. Mas... isso marcou demais na minha vida escolar e também quando trabalhava nas empresas das quais trabalhei. Sempre me achando incapaz de aprender. Na faculdade foi que vi o estrago que essa professora da 1º série me causou, mas também foi na faculdade que consegui trabalhar essa questão. Hoje, quando encontro um aluno assim, quero fazer e tento sempre ajudar, como a dona Neiva me ajudou.

terça-feira, 4 de junho de 2013



A importância da leitura em nossas vidas.( Eduardo Godoy)

Olá,pessoal,          





Lembro-me que quando criança, meus pais insistiam muito para que nós,

eu e meus irmãos,estudássemos muito, cobravam isso porque sempre diziam que isso nos tornaria alguém na vida.

Nesse momento ainda não tinha a consciência da importância da leitura para o ser humano,

mas com o tempo fui percebendo isso com a leitura dos gibis, do Homem aranha,

que eram mais acessíveis naquele momento, pois a vida não era fácil, não que hoje seja,

mas temos mais facilidades.

Com o passar dos anos comecei a devorar livros, e o que mais me deixava orgulhoso

era o fato de que conseguia entender seus conteúdos.

Fato que talvez dificulte a leitura dos jovens atualmente, pois eles tem informações muito rápidas

e facilitadas, o que muitas vezes prejudica o entendimento do assunto.

Hoje tenho dois filhos, um rapaz que está no segundo ano do curso de Direito e uma menina

que está no EF II.

Sempre mostrei para ambos que a leitura faz parte de nossas vidas, e desde pequenos

incentivei-os a ler gibis da Turma da Mônica.

Eles acabaram tomando gosto pela leitura, pois brincávamos em casa como se fosse uma

roda de leitura, onde até a apresentação teatral valia para explicar o que tinham entendido.

Acho que eu e minha esposa conseguimos tornar nossos filhos leitores conscientes.

Levo gibis para meus alunos lerem em sala, mas o ambiente às vezes dificulta,

pois um aluno que não queira participar da atividade acaba atrapalhando.

Embora tenhamos esta incumbência com nossos alunos, devemos primeiro orientar a família

para que a leitura faça parte da vida do aluno,

e a consequência disso é que ele se torne um leitor.